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domingo, 11 de maio de 2014

[RESENHA] Ouro

Sinopse: O que você sacrificaria por aqueles que ama? Kate e Zoe se conheceram aos 19 anos, nas eliminatórias de um programa para jovens talentos do ciclismo de elite — um esporte que exige foco e comprometimento. Após mais de uma década, aos 32 anos, elas se preparam para enfrentar a última e mais grandiosa prova de suas vidas: os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Amigas e também grandes rivais, Kate e Zoe são atletas no topo do ranking, lutando para vencer a competição mais importante do mundo. Com vidas marcadas pela tragédia, cada uma delas tem muito a perder, e as duas se veem diante do desafio de optar entre a família e a glória no esporte. Contada como somente Chris Cleave é capaz, Ouro é uma história sobre os limites da resistência humana, tanto física quanto emocional, sobre maternidade e amor, e sobre o que nos permite, em nossas diferentes maneiras de agir, alcançar feitos memoráveis. Com grande humanidade, o autor de Pequena Abelha analisa as escolhas que são feitas quando a vida está em risco e tudo o que se ama está em jogo.

Ganhei esse livro em agosto do ano passado num sorteio do Psychobooks. Na época tinha me interessado bastante mas ai o tempo passou, ganhei outros que me interessaram mais e acabei deixando Ouro na estante. Sexta-feira passada, enquanto limpava minha estante, encontrei ele e decidi começar a lê-lo no mesmo dia. Hoje, quando terminei o livro bateu o arrependimento... de não ter lido antes.

O livro já começa com um ritmo intenso e bem detalhado sobre a corrida de Zoe Castle nas Olimpíadas de Atenas, e continua intenso durante todo o livro. O autor conta a história de duas ciclistas, Zoe e Kate, totalmente diferentes mas que tiveram o caminho cruzado pelo destino e se tornaram não só amigas como também rivais (dentro e fora da pista)
O autor alterna a história, brilhantemente, entre o presente e o passado, não só nos contando o que está acontecendo no momento mas nos mostrando as referências do passado que fizeram o personagem ter aquela reação.
É um livro emocionante e intenso no inicio ao final



sábado, 3 de maio de 2014

[RESENHA] A Outra Vida

Sinope: O mundo de Sherry — de uma hora para outra — mudou completamente. Por causa de um vírus muito contagioso, as pessoas que ela costumava conhecer, e quase todas as pessoas de sua cidade, Los Angeles, na Califórnia, se transformaram em mutantes assustadores. Esses mutantes têm uma força excessiva, são ágeis, o corpo é coberto de pelos, eles lacrimejam um líquido imundo e… comem gente! Portanto, não há muito o que fazer — talvez tentar fugir — quando se encontra algum deles. A não ser que você tenha ao seu lado a força e a determinação de um jovem como Joshua. Joshua perdeu uma irmã para os mutantes e sua raiva é tão grande que ele seria capaz de vingar todos aqueles que perderam alguém para as criaturas. No entanto, para que esta revanche aconteça, é preciso prudência. Afinal, até que ponto a disseminação deste vírus foi uma coisa realmente natural? Que poderosos interesses estão por trás desta devastação? E será que Joshua e Sherry conseguirão ter a cautela necessária para lutar contra as criaturas justo agora que seus corações estão agitados pelo começo de uma paixão?

Fiquei com vontade de ler esse livro quando vi a resenha da Lele Tapias do To Pensando em Ler.
Normalmente não sou muito fã de livros apocalípticos não mas algo me disse que eu deveria ler esse livro (ainda bem).
A narrativa da autora é bem detalhada e muitas vezes consegui "ver" a situação. Ela escreve com a história de forma muito real, de forma que você se envolva.
Fiquei um pouco curiosa pra saber o que aconteceu com o restante das pessoas que eram conhecidos da Sherry, ficou aberto se eles tinham morrido, sobrevivido ou virado chorões.
Estou muito ansiosa pra saber quando a continuação irá sair, quero saber o destino deles!!


sexta-feira, 18 de abril de 2014

[RESENHA] O Projeto Rosie

Sinopse: Para se ter a vida de Don Tillman, não é preciso muito esforço. Às terças-feiras come-se lagosta com salada de wasabi (seguindo um roteiro com refeições padronizadas que evitam o desperdício de ingredientes e de tempo no preparo); todos os compromissos são executados de acordo com o cronograma – alguns minutos reservados para a prática do aikido e do caratê antes de dormir; uma hora para limpar o banheiro; três dias da semana reservados para suas idas à feira – e se, apesar dessa programação, algum desagradável contratempo surgir em sua rotina, não há nada que não possa ser solucionado com meia hora de pesquisa científica.
Exceto as mulheres.
Até o momento, a única coisa não esclarecida pelos estudos no campo de atuação de Don, a genética, é o motivo para sua incapacidade de arrumar uma esposa. Uma namorada ao menos? Ou até mesmo uma amiga para somar ao seleto grupo de amigos de Don, formado por Gene, também professor na universidade, e a mulher dele, Claudia, psicóloga e esposa muito compreensiva.
Para solucionar esse problema do modo mais eficaz, Don desenvolve o Projeto Esposa, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a filtrar candidatas inadequadas a seu estilo de vida: fumantes JAMAIS, e mulheres que se atrasam por mais de cinco minutos ou que usam muita maquiagem estão fora dos critérios pouco flexíveis que o levarão à mulher ideal.
O único problema é que um questionário desse tipo exige tempo e dedicação, duas coisas que começaram a diminuir exponencialmente no cotidiano de Don desde que ele conheceu Rosie: fumante, vegetariana e incapaz de chegar na hora marcada. Ou esse era o único problema até Rosie entrar na vida de Don e – despretensiosamente, uma vez que ela nunca se candidatou ao Projeto Esposa – mostrá-lo que a mulher ideal não existe, mas o amor, sim.



Queria esse livro desde o seu lançamento e assim que eu vi que ele estava por R$9,40 na Sub eu tive que compra-lo na mesma hora.O livro tem as características de um chick lit apesar de ser narrado por um homem, o Don. Ver a perspectiva através da visão do Don é extremamente engrado. Ele sofre da Síndrome de Asperger mas diz que seu cérebro funciona de uma forma diferente da dos outros.

Pessoas com essa síndrome tem como algumas características dificuldade de interação social, dificuldades em processar e expressar emoções, ser extremamente racional, interpretação literal da linguagem e dificuldade com mudanças na rotina. E é exatamente assim que Don é.
Por ser portador da Síndrome e ainda cientista e pesquisador, Don tem dificuldade de ser relacionar socialmente e aceitar teorias sem base científica ou hábitos que façam mal à saúde. E decorrente dessa dificuldade é que ele tem a ideia de bolar um formulário que as candidatas devem preencher pra ver se estão qualificadas a possíveis parceiras de Don.
Don não estava obtendo sucesso em sua busca, até o momento em que ele conheceu Rosie. Apesar de ser a candidata completamente inadequada, desde que Rosie entrou em sua vida, Don começou a mudar.
Amei demais esse livro, em poucas horas já o havia terminado e queria que tivesse mais! Ele é super gostoso de ler, flui muito bem além de ser uma leitura super divertida. Recomendo mil vezes!



quarta-feira, 16 de abril de 2014

[RESENHA] Tipo Destino

Sinopse: Lani e Erin são melhores amigas, embora não tenham muito a ver uma com a outra. Lani é uma taurina tranquila e Erin é a impetuosa leonina. Uma adora Astrologia (e outras artes adivinhatórias também) e ficar em casa; a outra gosta de pessoas e baladas. Suas preferências — incluindo pizzas e meninos — são bastante diferentes, ou eram, até que Erin começou a namorar Jason… Assim que Lani conheceu o namorado de Erin, sentiu uma enorme conexão com ele. Uma sensação de que já se conheciam a vida toda. E, apesar de acreditar que ele sentia o mesmo, ela sempre soube que Jason estava fora de cogitação, afinal, ele era quem ele era! Ela decidiu ignorar seus sentimentos. Não importava o quanto quisesse ficar perto de Jason, nada a demoveria da ideia de se manter distante dele. Então, Erin viajou durante todo o verão…




Desde o lançamento desse livro eu estava louca para lê-lo. Participei de três mil promoções, procurei nas livrarias mas o Destino achou que eu não deveria lê-lo naquele momento e não deixou eu ganhar nenhuma promoção ou o preço tava caro nas livrarias. Até a há duas semanas ele resolveu me dar uma chance: um garoto la da faculdade tava vendendo o livro por um preço bem em conta. Nem precisa dizer que sai correndo para comprar o livro, né?

Mas ok, vamos ao que eu achei da história.

Logo de cara a premissa do livro (e a capa) me conquistaram. Fui toda animada pra ler mas confesso que me decepcionei um pouco. Lani já se mostrou apaixonada por Jason desde o início do livro e ele meio que correspondia, no entanto os dois agiam normalmente na frente de Erin como se nada estivesse acontecendo e alimentavam a ilusão da garota. Quando Erin foi para o acampamento, Lani e Jason adotaram a postura de "Finalmente podemos ser felizes juntos" e esqueceram completamente o "Problema Erin". 
Quando volta do acampamento e descobre a verdade, Erin tem a reação mais infantil possível, perdendo completamente a razão. Erin tem uma atitude que faz com que todos na escola tratem mal Lani e ela, para provar que merece a amizade de Erin (Oi?) decide se afastar de Jason, sem nem mesmo lhe dar a chance de expor o que pensa.
Agora o que me deixou mais indignada foi o final. DO NADA, Lani e Erin "se resolveram" e Jason, que estava bravo com Lani por não ter lhe dado nenhuma opção sobre o afastamento dos dois, a perdoa e eles ficam juntos. Ah, ninguém sabe o que aconteceu com as pessoas da escola que estavam tratando Lani mal, a autora "se esqueceu" de nos contar o que aconteceu com Lani depois desses entendimentos.

Agora vem o paradoxo do livro. Mesmo ficando indignada com o decorrer da história ela me prendeu de uma forma que não consegui parar de ler até terminar o livro. (comassim?)





quarta-feira, 5 de março de 2014

[RESENHA] Morte na FLIP

Sinopse: Uma nova aventura do delegado Joaquim Dornelas

​
Vai começar a Flip–Festa Literária Internacional de Palmyra, um dos eventos literários mais charmosos do mundo. Na décima edição da festa e com a cidade cheia, o delegado Joaquim Dornelas está dividido entre a alegria e a preocupação. Para ele, quanto mais gente e mais festa, maior a chance de confusão. E é claro que o inesperado acontece, momentos antes do show de abertura: Dornelas se vê diante de uma cena que põe a si mesmo e a sua equipe, em estado de alerta. Um crime é cometido no início da madrugada. Pressionado pelo chefe e pela imprensa, nesta nova e saborosa aventura, Dornelas se vê envolvido numa complexa rede de fatos e intrigas que procuram desviar o rumo da investigação e confundir a polícia. Embalado por sua amizade colorida com Dulce Neves, por doses de sua cachaça favorita, por seu empenho como pai à distância e por seu mingau de farinha láctea, o delegado Joaquim Dornelas mais uma vez usa de aguçada
intuição e incrível faro policial para desvendar mais um complicado crime.

Pra começar bem a minha volta eu vou falar desse livro que li pouco antes do natal. 
Já tinha certas expectativas pois o primeiro livro que eu li do delegado Joaquim Dornelas (Réquiem para um Assassino) foi realmente muito bom mas por mais difícil que pareça Morte na FLIP conseguiu superar essas expectativas. Comecei e terminei no mesmo dia pois não conseguir ir dormir sem saber a solução do caso.
No início do livro o autor relata como foi a vida do delegado depois que o caso do "assassinato do canal" foi brilhantemente solucionado e mostra os preparativos para a Feira Literária de Plamyra (o que dá um ar de nostalgia e dar vontade de ir pra um ambiente desses na mesma hora haha).
Pouco depois ele se depara com uma "bomba" em suas mãos. Um corpo foi encontrado na praia Brava, mas não o corpo de qualquer pessoa mas sim o de Georgia Summers, uma famosa escritora que iria ser homenageada na FLIP. Cabe agora ao delegado descobrir quem matou a escritora, mas como?
Passei o livro todo tentando solucionar esse caso junto com o detetive e não consegui. Quando a solução foi apresentada, ela foi tão surpreendente e ao mesmo tempo se encaixava tão bem nos fatos apresentados no decorrer do livro que eu até fiquei com raiva de mim mesma por não ter pensado nisso.
Super recomendo esse livro e estou torcendo para que uma nova aventura desse detetive maravilhoso esteja por vir.


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

[RESENHA] Garotas de Vidro


Sinopse: Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer. O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos. Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir. Agora, Lia precisa encontrar um modo de lidar com todos os seus fantasmas, e a morte de Cassie é um deles. Garotas de Vidro é uma história intoxicante sobre a autorrepugnância e a busca pela identidade. Neste livro, Laure Halse anderson aborda de modo realista a dolorosa condição de jovens que sofrem de transtornos alimentares e sua complicada relação com o espelho e consigo mesmos. 

Já tinha algum tempo que eu queria ler esse livro. Mas, mesmo sabendo do que se tratava, eu não posso dizer que já esperava o que estava por vir. 
O livro é narrado em primeira pessoa e a forma com que a autora se posiciona nos dá a impressão de estarmos dentro da cabeça de Cassie e nos faz compreender a forma de pensar dela, mesmo não concordando
Apesar de ser uma leitura que flua bastante, está longe de ser leve então se você pretende ler esse livro tenha em mente que você lerá algumas coisas e formas de pensar que você não está acostumada.
A primeira coisa que me chamou atenção no livro foi o título e foi um grande desapontamento perceber que não tem nenhuma ligação com a narrativa. Tanto o título original quanto a história faz referência ao fato das garotas serem geladas, frias...(devido ao fato de não terem gordura corporal o suficiente pra se manterem aquecidas). Não existe nada relacionado com "vidro".
O livro em si é uma leitura que vale a pena, mesmo sendo um tema pesado eu super recomendo.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

[RESENHA] Roubada


Sinopse: Foi Sussex, 2003. Quando uma bela garota loira é encontrado quase afogada em uma praia. Ela não tem memória de quem ela é ou que horrores a deixaram lá. Mas um artigo sobre ela em um jornal de Brighton faz o alarme tocar para a esteticista Dale, que mostra as fotografias de Lotte Wainright para a polícia. As meninas se encontraram enquanto trabalhavam em um navio de cruzeiro e sua amizade floresceu enquanto navegaram os mares da América do Sul, até Lotte cair sob a influência sinistra de um casal de idosos americanos. Para seu arrependimento, Dale não vê Lotte desde que deixou o navio meses atrás... mas a menina na praia - embora machucada - é realmente sua amiga de quem sentiu muita falta. A reunião só marca o início de uma onda de segredos perigosos, mentiras e pesadelos. Onde Lotte esteve? Quem é o homem que parece querer matá-la? E o que aconteceu ao bebê que ela recentemente deu a luz? Dale e Lotte devem cavar fundo e encontrar a força para lutar contra todas as probabilidades, se quiserem reconstruir sua amizade e sobreviver ao passado roubado - e mortal - de Lotte.

Comprei esse livro completamente no escuro. Vi que o Bruno do Minha Estante tinha gostado e assim que vi que o livro estava por R$9,90 na Saraiva não exitei em coloca-lo no meu carrinho de compras, sem nem mesmo ler a sinopse.
Quando comecei a ler não imaginava se tratar de um drama policial. Logo no início sabemos que uma mulher foi encontrada na praia, machucada e sem memória, mas logo no início ela é reconhecida como Lotte por seus amigos Scott e Dale, que haviam trabalhado com ela durante um cruzeiro no ano anterior e que havia sumido desde o dia do desembarque.
A partir daí acompanhamos junto com Lotte o seu processo de recuperação e tentativa de se lembrar de quem era antes de ser encontrada na praia. Sabemos, logo no início, que a mãe de Lotte passou a odiá-la depois que sua irmã mais velha morreu quando criança e que o pai era indiferente a ela. Por isso, assim que teve idade suficiente ela saiu de casa para morar no hotel em que trabalhava e logo após com seus amigos Adam e Simon (juro que não é spoiler)
No decorrer da narrativa o leitor vai descobrindo não só o passado de Lotte mas o que aconteceu com ela durante aquele ano depois do cruzeiro, quando ninguém tinha noticias dela. E é nessa parte que começa a parte do drama da história, mas aí só lendo pra descobrir.
A autora fechou quase todas as pontas. O único ponto que eu não achei explicação foi o porquê a mãe de Lotte odiá-la tanto.
A leitura do livro flui bastante, apesar do tema ser meio pesado. Comecei a ler ás oito da noite e só consegui parar ás oito da manhã, quando tinha terminado o livro. A capa dessa segunda edição está linda, é soft touch com o título em alto relevo e verniz nesses desenhos do lado.
Se não me engano o livro ainda está sendo vendido por R$9,90 na Saraiva.


domingo, 8 de setembro de 2013

[RESENHA] A Vida, o Universo e Tudo Mais

Esse é o terceiro livro da "trilogia de cinco" do Guia do Mochileiro das Galáxias.

Sinopse: Após as loucas aventuras vividas com seus estranhos amigos em "O Guia do Mochileiro das Galáxias" e "O Restaurante no Fim do Universo", Arthur Dent ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica. Mesmo depois de tanto tempo, ele ainda acordava todas as manhãs com um grito de horror por estar preso àquela monótona e assustadora rotina. Talvez Arthur até preferisse continuar isolado em sua caverna escura, úmida e fedorenta a encarar a próxima aventura para a qual seria forçosamente arrastado: salvar o Universo dos temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit.
Usando o planeta Krikkit como paródia da nossa sociedade e das guerras raciais, Adams cria uma história divertida, inteligente e repleta dos mais inusitados significados sobre a vida, o universo e tudo mais.





Esse livro demorou do me conquistar, as primeiras 50 páginas eu estava lendo arrastada mas como não sou de abandonar a leitura eu continuei lendo. Graças a Deus que eu fiz isso pois depois disso a história me conquistou e ficou bem divertida.Como sempre o autor é rico em detalhes e nos dá a oportunidade de "assistir à história".
Uma coisa que me incomodou bastante foram as perguntas teimosas e sem sentido de Arthur. Algumas vezes o personagem adotou a postura de uma criança pequena que fica sempre perguntando " Por quê isso? Por quê usou o exemplo x e não o exemplo y?" e eu ficava "Sério? Vocês tão debatendo como salvar o Universo e é com isso que você se preocupa?".
Tirando essas coisinhas, eu gostei bastante do desenrolar da narrativa. Recomendo esse livro pra quem quer passar o tempo e que tenha paciência pra tentar entender os mil termos complicados e neologismos, que é uma característica sempre presente nessa série.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

[RESENHA] Fiquei com seu número


Sinopse: A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir. 






Eu nunca tinha lido nada da Sophie, acho que mais pelos preços do livro do que qualquer coisa porque sempre tive vontade. Assim que o vi naquela promoção da Submarino de 5 por 50 é claro que eu comprei, né? 
Esse livro é super divertido e perdi as contas das vezes em que eu tive que me segurar para não gargalhar alto demais e não acordar a casa toda, já que o li madrugada a fora. É simplesmente impossível desgrudar do livro antes de terminar a leitura.
Poppy é extremamente divertida e os pensamentos e atitudes dela são as coisas mais engraçadas que já vi! Claro que eu acho que as vezes ela exagerou no quesito "se meter na vida dos outros" mas acho que as confusões que ela criou a partir dessas intromissões compensaram. 
O final é realmente bem previsível mas isso não estragou o livro nem um pouquinho. Acho esse livro ideal para quem quer passar o tempo, dar boas risadas e nunca leu um livro da autora e quer começar com algum que saiba que vai gostar. Mal posso esperar para ler outros livros da Sophie. 


domingo, 1 de setembro de 2013

[RESENHA] Os Filhos de Anansi



Sinopse: O livro conta a história de Fat Charlie, um tímido americano que escolheu ter uma vida pacata e sem-graça como contador numa empresa londrina. Ao ir ao funeral de seu pai, Sr. Nancy, Fat Charlie ouve uma velhinha, amiga do pai há anos, dizer que ele na verdade era o deus Anansi, uma divindade trapaceira e brincalhona da mitologia africana. A partir desse episódio, sua vida vira de cabeça para baixo.
Os Filhos de Anansi mistura mitologia com toques xamanistas, elementos do folclore afro-americano e uma deliciosa descrição do mundo interior de um homem muito tímido mas, acima de tudo é uma história sobre algo bastante comum: as conturbadas relações entre pais e filhos.Tudo isso envolto num humor discreto capaz de fazer o leitor rir com uma única linha.
A obra é a continuação do consagrado escritor Neil Gaiman para sua saga a respeito de deuses modernos.


Ainda bem que as impressões que eu tive até a página 100 não se manteram. Um pouco depois disso Fat Charlie finalmente tomou uma atitude e a história começou a evoluir. Algo que achei bem interessante da parte do autor foi o amadurecimento dos personagens ao decorrer do livro sem a descaracterização deles.
Ao mesmo tempo em que Fat Charlie foi aprendendo a se valorizar e a lutar pelo que quer, Spider foi aprendendo que o mundo não gira ao redor dele espontaneamente e que era melhor viver num mundo sem tantos truques para sempre se dar bem;
A escrita do autor é simplesmente fantástica, e mesmo quando você tem raiva de todos os personagens você não consegue se desgrudar do livro.
Qualquer pessoa que goste de fantasia ou de mitologia vai gostar de ler esse livro e conhecer um pouco mais de Anansi e seus filhos.

"É mais fácil uma pessoa mentir pra si mesma quando diz isso em voz alta."



sábado, 31 de agosto de 2013

[RESENHA] Só Tenho Olhos para Você



Sinopse: Sophie Sullivan, uma bibliotecária de São Francisco, tinha cinco anos de idade quando se apaixonou por Jake McCann. Vinte anos depois, estava convencida de que o bad boy ainda a via como a gêmea Sullivan boazinha. Isso quando ele se dava ao trabalho de olhar para ela. Ao se envolver na magia do primeiro casamento dos Sullivan, Sophie sente que já passou da hora de fazer o que quer que seja preciso para que Jake a veja como a mulher que realmente é.
No entanto, ela terá dificuldade em mostrar a Jake que pode ser uma mulher forte e decidida, capaz de amá-lo para sempre. E não só porque ela é a inacessível irmã de seus melhores amigos, mas porque ele tem medo de tê-la perto demais. Na verdade, ele desconfia que seu segredo mais vergonhoso poderá ser desvendado.




Confesso que comecei o livro com o pé atrás, só tinha lido um livro hot antes desse e me passou uma relação tão incrivelmente falsa, onde o casal se vê uma vez na rua, se apaixonam perdidamente e já vão pra cama, que achei que seria o mesmo com esse livro. Mas, graças a Deus, estava enganada!
Só Tenho Olhos para Você nos apresenta a história de Sophie, uma bibliotecária que é vista por todos como boazinha e indefesa e é apaixonada por Jake, melhor amigo de um dos seus irmãos, desde que o vira pela primeira vez aos cinco anos de idade.
Após 20 anos fantasiando com o amado, ela resolve tomar uma atitude no casamento de Chase, um dos seus irmãos. A partir daí ela passa a mostrar um lado seu até então pouco explorado , mostrar que ela pode ser mais do que a Boazinha que precisa de proteção 24h por dia.
O livro me entreteu bastante e uma coisa que eu achei um ponto muito positivo foi que a autora não explorou apenas o lado sexual da história, mostrou também o lado emocional, com seus medos, sonhos e expectativas. A construção dos personagens foi super bem feita.
Outro ponto que eu adorei foi em relação a capa. Apesar de estar bem diferente das outras capas da série, ficou muito mais bonita. Super recomendo esse livro pra quem gosta de romance com uma pitada hot!

" Amar e odiar alguém ao mesmo tempo era uma sensação muito louca."

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

[RESENHA] Réquiem para um Assassino


Sinopse: Parecia uma manhã como outra qualquer na pequena Palmyra, uma cidade histórica no litoral do Rio de Janeiro. A caminho do trabalho, o delegado Joaquim Dornelas se espanta com um movimento incomum nas ruas. Diante da Igreja de Santa Tereza e da Antiga Cadeia, no Centro Histórico, uma multidão observa o corpo de um homem atolado na lama seca do canal. Ninguém sabe como o corpo foi parar lá. Não há sinais de arrasto, marcas de barco, violência, ferimentos, nada. Apenas um band-aid na dobra interna do braço esquerdo. Abandonado pela mulher e longe dos filhos, o delegado Dornelas, um tipo humano, amante de cachaça e de mingau de farinha láctea, se envolve de corpo e alma no caso em busca de salvação. Sem aviso, a irmã do morto e um vereador poderoso aparecem para dar informações importantes sobre o que se tornaria um caso de dimensões bem maiores do que Dornelas poderia imaginar. Aos poucos se revela uma complexa teia de interesses envolvendo a política, o tráfico de drogas, a prostituição e a comunidade local de pescadores. A intuição aguçada, a cultura e o conhecimento das forças que movem a natureza humana permitem ao delegado Joaquim Dornelas se mover habilmente pelo emaranhado de fatos e versões que a trama apresenta. O que a princípio seria mais uma investigação na sua carreira, se torna para o delegado uma jornada de transformação pessoal.


 Sabe aqueles livros que te conquistam desde o primeiro capítulo? Pois é, é exatamente assim que funcionou Réquiem para mim. Nele somos apresentados ao Delegado Dornelas, um homem de meia idade que acabou de se separar e que ama o seu trabalho. Aliás, foi justamente por causa dele que seu casamento acabou.
 Nessa aventura, Dornelas tem como objetivo encontrar o responsável pela morte de um corpo encontrado atolado em um canal e com o desenvolvimento da investigação ele descobre que há muito mais coisa do que ele esperava.
 Como vocês já devem saber, eu sou apaixonada por livros de mistérios e esse foi sem dúvida um mistério muito bom de ler. O autor estruturou muito bem a história e distribuiu bem as pistas durante o livro, dando a oportunidade de pensarmos junto com o delegado quem seria o assassino. O livro é bem detalhado e por isso muitas vezes você se sente no lugar do personagem, vendo o que ele vê e sentindo o que ele sente.
 Mal posso esperar para ler a segunda aventura do Delegado Dornelas!


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

[RESENHA] Não Sou Esse Tipo de Garota


Sinopse:Perversa ou inofensiva? Confiável ou hipócrita? Controlada ou insensata? A vida é sobre suas decisões e escolhas, e Natalie Sterling se orgulha de sempre fazer as melhores. Ela ignora os caras populares e babacas da escola, sempre ganha medalhas de honra e está prestes a ser a primeira estudante jovem a ser presidente do conselho estudantil em anos. Se apenas todas as outras garotas fossem tão sensíveis e fortes. Como o grupo de novatas que querem ser brinquedos dos jogadores de futebol. Ou sua melhor amiga, que tomou uma decisão idiota que quase arruinou sua vida. Mas ser sensível e forte não é fácil. Não quando uma brincadeira quase a faz ser expulsa. Não quando seus conselhos dóem mais do que ajudam. Não quando um cara que ela já deu um fora se torna o cara que ela não consegue parar de pensar. A linha entre o certo e o errado foi distorcida, e cruzá-la poderá resultar em um desastre… ou se tornar a melhor escolha que ela já imaginou fazer


Esse livro foi bem difícil de fazer resenha porque apesar de não ter gostado nem um pouco da protagonista e achar o enredo meio superficial, eu adorei o livro. 
A Natalie é aquele tipo de certinha chata que quer controlar tudo e que se algo da errado ela não assume a culpa de forma alguma. Não entendi por que ela era tão traumatizada em relação a garotos, afinal quem teve uma péssima experiência foi Autumn, quer por sinal é quase uma santa por aguentar Natalie. A Spencer também me irritou bastante, ela só tinha 14 anos e agia como se fosse a pessoa mais experiente do lugar.
Apesar de não gostar da Natalie, algumas reações e pensamentos dela foram bastante engraçados e conseguiram arrancar algumas gargalhadas de mim. Fiquei extremamente encantada com o Connor, ele me lembrou um pouco Finn de Glee, um jogador de futebol que acaba se apaixonando pela garota certinha.
O livro é uma leitura bem rápida, eu o li em mais ou menos 6 horas, as letras têm um bom tamanho e a diagramação é linda demais! É uma ótima pedida pra quem quer passar o tempo e dar umas boas risadas.


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

[RESENHA] Extraordinário

Estou com essa resenha pronta pra postar a mais de uma semana mas a internet não estava colaborando então só deu pra postar agora.

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.


 Sabe quando o livro é muito bom e por isso você fica com dificuldade de escrever uma resenha a altura? Então, isso foi meio o que aconteceu com Extraordinário.
 O livro narra a história de August, um garoto de 10 anos que possui uma deformidade facial grave devido a problemas genéticos. É com essa idade que Auggie vai pela primeira vez à escola pois até o momento tinha estudado em casa, com a mãe.
 O livro narra como August teve que superar a discriminação e se mostrar pelo seu jeito de ser e não pela sua aparência. É realmente uma história emocionante.
 R.J. Palacio escreveu o livro na visão de diferentes personagens e ela os caracterizou tão bem que não foi possível se manter neutra em relação a algum deles. Alguns deles me deixaram claramente aborrecida. Julian, por ser tão preconceituoso e fingido, Miranda, que me pareceu mais invejosa do que tudo em relação a Via e até mesmo Isabel, que claramente deixava Via de lado para cuidar de August(tá, eu sei que ele precisa de mais atenção mas custava ela ser um pouco como o Nate e dar atenção igual aos dois filhos?)
 Uma coisa que me deixou bastante irritada foram alguns erros de revisão. Na parte do Justin TODOS os parágrafos começaram com letra minúscula e várias falas faltaram travessão. Também teve um pequeno errinho na parte de Miranda, quando ela fala o nome do namorado e no parágrafo seguinte o nome muda (?). Mas esses detalhes não tiraram o brilho do livro.



domingo, 11 de agosto de 2013

[RESENHA] O Restaurante no Fim do Universo

Primeiramente, desculpa pelo atraso da resenha. Tive um probleminha com o meu roteador e demorou um tempinho Primeiramente, desculpa pelo atraso da resenha.



Sinopse: O que você pretende fazer quando chegar ao Restaurante no Fim do Universo? Devorar um suculento bife de um boi que se oferece como jantar ou apenas se embriagar com a poderosa Dinamite Pangalática, assistindo de camarote ao momento em que tudo se acaba numa explosão fatal ?

A continuação das incríveis aventuras de Arthur Dent e seus quatro amigos através da galáxia começa a bordo da nave Coração de Ouro, rumo ao restaurante mais próximo. Mal sabem eles que farão uma viagem no tempo cujo desfecho será simplesmente incrível.







Talvez pelo fato de já conhecer a escrita do autor, esse livro foi bem mais fácil de ler que o primeiro. Apesar de ainda ter alguns termos que eu precisasse ler umas duas vezes pra entender direito o contexto. Foi uma leitura fácil e prazerosa, sem falar que foi bastante divertida.
No início o foco do livro estava mais voltado para Zaphod e sua "missão" de encontrar O Homem que rege o Universo. Porém, ao encontra-lo, o que encontrou foi bem longe do que era o esperado, o que dá ao leitor uma oportunidade de reflexão.
Morri de pena dos homens da "cabana" e de raiva dos golgafrinchenses.
Nesse livro, Adams critica certos aspectos da sociedade e aborda alguns temas filosóficos com uma leveza e descontração sem igual



domingo, 4 de agosto de 2013

[RESENHA] O Homem que Calculava



Sinopse: As proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir - o Homem que Calculava - tornaram-se lendárias na antiga Arábia, encantando reis, poetas, xeques e sábios. Neste livro, Malba Taham relata as incríveis aventuras deste homem singular e suas soluções fantásticas para problemas aparentemente insolúveis.

O Homem que Calculava - um clássico brasileiro, já traduzido para o inglês e espanhol - mantém o valor pedagógico comum a toda a obra de Malba Tahan, que, sem perder o clima de aventura e romance da terra das mil e uma noites, ensina matemática por meio da ficção.








Sou suspeita para falar sobre esse livro já que eu o li com 11 anos e ele teve uma influência considerável pelo meu gosto pela matemática. Ele conta a história do calculista Beremiz Samir e sua maneira fácil e simples de resolver problemas matemáticos que algumas pessoas possam achar complicados. Ao decorrer do livro ele vai ganhando o prestígio e a admiração de diversas figuras políticas de Bagdá, Egito e até mesmo a Índia.
Ao mesmo tempo em que o livro mostra vários ensinamentos dos maiores matemáticos da história (até o momento em que a narrativa acontece), ele mostra diversos hábitos da religião muçulmana, já que o livro é narrado pelo ponto de vista de um muçulmano bagdali amigo do calculista e por isso apresenta diversas notas de rodapé explicando expressões, hábitos e termos comumente usados nessa religião.
O livro também apresenta várias ilustrações durante o livro sendo elas algumas com o intuito apenas estético e outras mostrando a resolução do problema solucionado por Beremiz, o que ajuda bastante a visualizar o problema e entender a explicação mesmo que você não tenha facilidade com o assunto.
Ele é um livro infanto-juvenil, por isso tem uma leitura bastante fácil.Porém, é gostoso de ler em qualquer idade, dá facilmente para termina-lo em um dia.



sábado, 27 de julho de 2013

[RESENHA] Uma Estranha Simetria

Primeiramente, desculpa pelo sumiço! Depois de ler O Eterno Barnes, eu fui ler Insaciável em pdf e eu não sei se foi a versão digital ou o livro mas eu achei beem mais ou menos e me deu muita ressaca literária, por isso eu acabei lendo em 4 dias o que eu demoraria pouco mais 1 dia, que foi Uma Estranha Simetria.

Sinopse: "Depois de uma elogiada estréia literária, Audrey Niffenegger escreve em seu segundo romance sobre a relação entre irmãos gêmeos. A história de Uma estranha simetria, gira em torno da morte de Elspeth Noblin, que transforma-se em um fantasma. “Elspeth se torna um fantasma porque, ao morrer, ela se recusa a ir embora. É essencialmente a sua própria vontade que a mantém aqui. O que eu deixo um pouco no ar é o quão sincera ela está sendo. Ao longo do livro é a sua extrema força de vontade que faz tudo acontecer”, explica a autora. Quando Edie, a irmã gêmea de Elspeth, recebe a notícia de sua morte, vem junto uma surpresa: ela deixou para as sobrinhas o seu apartamento com vista para o imponente cemitério Highgate, em Londres – com a condição de que as duas vivam lá por um ano. Quanto a Edie e seu marido, Jack, o testamento estipula que não podem acompanhar as meninas na mudança nem entrar no apartamento." 


Por conta dessa ressaca literária esse livro só começou a me prender lá pela página 39, mas mesmo assim só foi quando eu cheguei na parte dois, mais ou menos página 130, é que eu comecei a gostar bastante do livro. 
Ele conta a história das gêmeas Poole, Julia e Valentina, que por sua vez são filhas de Edie, umas das gêmeas Noblin (Edie e Elspeth). Elspeth morre logo no início e deixa a sua herança para as sobrinhas contanto que elas morem durante uma ano no seu apartamento e os pais delas não podem entrar no imóvel. As meninas se mudam para o apartamento mas não sabem que o fantasma da sua tia está preso lá. A partir daí a história se desenrola através dos conflitos existentes na vida das gêmeas e do seu contato com o sobrenatural.
Como disse anteriormente, a história não me pegou de primeira, demorou um pouco. Porém, os meus sentimentos em relação as personagens apareceu de forma muito rápida. Senti pena de Elspeth por morrer e se ver aprisionada no seu antigo apartamento sob a forma de fantasma, senti raiva de Julia por ser tão egoísta e mandona e me cativei por Valentina em busca da tão sonhada liberdade. Tudo bem que minhas opiniões a respeito de Julia e Elspeth mudaram, gostei bastante do final que a autora destinou às três.
Esse livro tem certa complexidade se tratando das relações familiares mas acho que a autora soube definir bem. Só alguns aspectos me incomodaram inicialmente mas depois que que analisei bem a situação vi que foi a melhor saída encontrada.
To tentando me conter pra não soltar nenhum spoiler então o que eu tenho a dizer é que o livro é muito bom e vale a pena ser lido. Não é uma leitura difícil, uma vez que você pegou o jeito pode terminar o livro em um dia.



sexta-feira, 19 de julho de 2013

[RESENHA] O Eterno Barnes




Sinopse: Doutor Barnes, um famoso neurocirurgião, começa a desenvolver na Universidade onde trabalha uma pesquisa científica tentando transformar os dados do cérebro em arquivos de dados, codificando-os de modo que possam ser copiados. Com o avanço da pesquisa, acaba conseguindo copiar para o computador todos os dados de memória que formam o ser humano, como suas experiências, suas emoções, suas recordações, enfim, sua vida. Deslumbrado com a descoberta, começa a perceber que estes arquivos possuem uma estrutura totalmente diferente e uma sinfonia divina, e começa a ficar obcecado pela ideia de que seja possível copiar cérebros de um paciente para outro. Ao contrário do que deveria ocorrer, Barnes, cada vez mais, esconde suas pesquisas, pois seu objetivo passa a ser implantar seu próprio cérebro em outro paciente, mais jovem e sadio, pois está acometido de uma séria doença. Busca, desta forma, alcançar a tão almejada eternidade. Para isto, não mede as consequências de seus atos, que passam a ser justificados pela ambição que lhe domina. Conseguirá Barnes o seu intento?

  Infelizmente esse livro foi a minha segunda decepção literária do ano.
 Gostei bastante da premissa do livro e isso foi o principal motivo pra passar ele na frente de vários outros.  Porém, apesar de ser uma leitura rápida, não foi prazerosa. O autor cometeu, na minha opinião, uma falta grave de desconstrução dos personagens. No início, todos foram muito bem construídos, com suas características e seu modo de ser, mas no final todos acabaram virando um mesmo personagem que do nada começava a ter divagações filosóficas de uma hora pra outra e "jogaram fora" todos seus hábitos e forma de ser até o momento.
 Confesso que da metade do livro em diante estava rezando pra que acabasse logo pois eu não gosto de abandonar livros.
 O único ponto em que o livro me surpreendeu foi o final que confesso não foi previsível.



quinta-feira, 18 de julho de 2013

[RESENHA] Perdidos na Tradução

Confesso que fiquei meio na dúvida sobre como fazer a resenha desse livro pois ele não é um romance, HQ nem nadado tipo. Ele e mais um guia comentado das pérolas que os tradutores fazem ao definir o nome do filme no Brasil.

Sinopse:Um título de filme mal traduzido tem o poder de amaldiçoar um perfeito romance e de provocar gargalhadas em um típico dramalhão. Não é preciso muita intimidade com a língua inglesa para perceber que as traduções para o português de muitos títulos do cinema americano não são nem um pouco fieis ou coerentes com os originais. Este livro é uma seleção de pérolas divertidamente comentadas pelo professor e tradutor Iuri Abreu. Aqui você vai perceber que, com a ajuda de um tradutor metido a poeta, todo filme pode virar uma comédia.

O primeiro comentário que eu quero e devo fazer é em relação a capa, que além de ter tudo a ver com o conteúdo do livro ainda e soft touch e tem algumas parte em alto relevo.
 O livro tem uma leitura muito fácil. Os livros são divididos em cinco categorias principais (A Maldição do Subtítulo, Poesia Pura, Liberdade Total, Fiéis ao Original e Entregando o Jogo) e dentro delas cada filme tem direito a uma página seguida pelos comentários do autor.
 Achei alguns errinhos de revisão mas nada muito grave.
 Tanto os comentários do autor quanto os títulos dos filmes fazem o livro ter partes bem engraçadas. Vale a pena ler pra passar o tempo!


[RESENHA] A Culpa é das Estrelas

Nem acredito que demorei tanto tempo pra ler esse livro :O


Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.





 Depois de terminar de ler esse livro tive a certeza de que qualquer coisa que eu escrevesse não conseguiria chegar nem perto do que eu senti ao lê-lo. Ele e A Menina que Roubava Livros estão empatados como os melhores livros únicos que já li.
 A Culpa é das Estrelas é sem sombra de dúvidas um livro emocionante e profundo, muito bem escrito. Ele cativa o leitor de uma forma que você não consegue parar de ler e faz você refletir sobre muitas coisas que não tinha pensado antes daquele momento. A leitura é bem rápida, quando você se dá conta já terminou o livro.
 John Green escreve de uma forma extremamente real e é tão rico em detalhes que não tive a menor dificuldade de visualizar todas as cenas descritas. Em vários momentos me peguei dando gargalhadas, em outros chorando rios de lágrimas e em alguns fazendo os dois ao mesmo tempo devido a algum comentário dos personagens, que diversas vezes procuram brincar com a gravidade da sua situação, numa situação emocionante.
 Como a obra possui muitos quotes marcantes e eu não consegui escolher alguns poucos, resolvi não colocar nenhum.